terça-feira, 31 de agosto de 2010

Férias: RJ, MG, BRA e MS (Bonito)



Iniciamos mais uma aventura pelo interior do nosso país.
Em virtude do casamento do meu primo Marcos, segui para Santos de
ônibus na quinta-feira. 
No sábado pela manhá, David seguiu de

Florianópolis para Santos em apenas oito horas e meia.
Curtimos muito o casamento, nos despedimos dos familiares e, iniciamos
de verdade, mais uma viagem de motocicleta.

Domingo pela manha, saímos äs sete e meia de São Vicente, seguimos
pela Airton Senna com parada para lanche no Frango Assado.
Prosseguimos a viagem pela via Dutra e já por volta das três da tarde
avistamos o corcovado.... No túnel Rebouças a motoca começou a
engasgar.... Apreensivos, o túnel tornou-se interminavel. Costeamos a
Lagoa Rodrigo de Freitas e seguimos para Ipanema. A moto continuava
engasgando ainda mais. Por sorte, encontramos facilmente o 
Hostel, o qual havíamos reservado com antecedência.
O RJ realmente é lindo. Saímos para caminhar, tomamos uma cerveja em
frente ao bar Garota de Ipanema, com o amigo motociclista Danilo. Ele,
mineirinho, repassou-nos inúmeras dicas de BH.




Na segunda-feira, compramos o pacote “turista”. 


Conhecemos o Pao de Açúcar, Maracanã, Catedral, Sambódromo e Corcovado. Infelizmente, a
neblina encobriu o céu no fim da tarde. Nossa visão da cidade ficou
prejudicada, contudo deu para admirar a beleza de uma das sete novas
maravilhas do mundo moderno de braços abertos sobre a cidade.
No dia seguinte, encaramos o metro na companhia de um amigo
concurseiro, Johnson, que conhecemos no hostel. Extremamente
tranqüilo, seguro, limpo o metro permite deslocamento para diversos
pontos da cidade.



No centro histórico, conhecemos a Praça Tiradentes, o Museu Histórico
Nacional (possui arsenal de guerra, carruagens e, o mais interessante,
uma farmácia homeopática de 1847, montada com objetos originais), a
Confeitaria Colombo, os Arcos da Lapa.



Com muita disposição, encaramos uma fila imensa e pegamos um bondinho,
pelo custo de sessenta centavos, rumo ao bairro Santa Tereza. O bonde
parte do centro, passa por cima dos Arcos da Lapa e percorre as
ladeiras do bairro.
Conhecemos, ainda, o Forte de Copacabana. O museu é muito bem
preservado e tem-se uma visão maravilhosa da praia de Copacabana.
Quarta-feira, saímos muito cedo e seguimos para BH pela BR 040.
Seguimos o conselho do amigo mineiro e almoçamos em Macacos, há uns 30
Km de BH, no bar do Marcinho. Encaramos um típico PF mineiro e uma
porção de torresmo. Seguimos para a capital.
Infelizmente, em Belo Horizonte náo encontramos um hotel sequer
disponível. A cidade estava lotada por causa de dois congressos.
Tivemos que mudar de planos.
Já eram quatro da tarde, mas decidimos seguir nosso roteiro. Seguimos
pela MG-010. Planejamos ficar em Conceição do Mato Dentro, cidade base
para fazer a trilha da Serra do Tabuleiro. Contudo, anoiteceu e
tivemos que parar na primeira pousada que encontramos, localizada na
frente da entrada do Parque Nacional da Serra do Cipó, Solar dos Ipës.
Chegar a noite em qualquer cidade, por menor que seja, é simplesmente
horrível. Neste caso, tivemos muita sorte.
Quando acordamos, nos surpreendemos com a paisagem da pousada, da
localidade e, ainda, com as inúmeras atrações.

Após um café da manhá maravilhoso, com quitutes regionais, alugamos
bikes e seguimos para os passeios recomendamos pelo atencioso
proprietário da pousada, Sr. Joaquim.
Apesar da falta de preparo, conseguimos pedalar 11 km, em quase 40
minutos, atravessando trilhas, riachos, pelo parque nacional ate a
belíssima cachoeira da Farofa, com queda total de 240 metros.
A Serra do Cipó é um verdadeiro santuário da flora brasileira. É
possível visualizar muitas espécies de orquídeas, sempre-vivas,
bromélias. Inclusive, soubemos que as renomadas universidades do país
mantêm laboratórios de estudo na localidade.
Gostamos tanto da energia do local, que resolvemos ficar por mais uma
noite. Viajar sem guia, com roteiro maleável e com tempo, nessas
horas, não tem preço.
Contudo, pedalar cansou tanto, mas tanto, que ficamos dois dias
sentido as pernas e os braços doloridos.

Seguimos pela MG 010. No caminho para Serro, maquinas molhavam o chão
batido para o assentamento do asfalto. Inevitavelmente, a moto dançou
na estrada e caímos. Por sorte, não tivemos prejuízo. Contudo,
levantar a moto não foi fácil. Ademais, saímos seguimos completamente
sujos de barro.

Em Serro, visitamos a igreja matriz Nossa Sra da Conceição e a Igreja
Santa Rita, construção do século 18, que chama atenção pelo seus 58
degraus. Recomendamos o restaurante Itacolumi, da Sra. , comida
mineira, servida no fogão a lenha.



Chegamos a Diamantina no fim da tarde, nos hospedamos na Pousada Amélia.
A fama de ser uma das cidades do ciclo histórico mais preservadas tem
fundamento. De fato, prédios históricos que abrigam as pousadas, as
casas, as igrejas são bem conservados e restaurados.



Tivemos a sorte de assistir uma vesperata. O evento, que ocorre em
dois sábados por mês, nos meses de marco a outubro, inunda o centro
histórico com uma musicalidade impar. Músicos se apresentam nas
sacadas dos prédios históricos, comandados por maestros que ficam
entre as mesas lotadas pelo publico.

Um evento inigualável, certamente ficará registrado na nossa memória.

No domingo, dia...., partimos para Brasília.


No caminho chamou-nos atenção a vegetação completamente destruída pela
queimada. Chega a ser revoltante. A fumaça negra tomava conta do ar.
Com o clima extremamente seco, a fumaça contribuiu para deixar a boca
ainda mais seca e os olhos ardentes.

Ao chegarmos em Brasília, assustou-nos o preço absurdo das
hospedagens. Nenhum hotel tem diária abaixo de 280 reais. E ainda
assim, encontrar uma vaga não foi tarefa fácil.

Nossos passeios foram na segunda-feira. Tudo tranqüilo, sem transito,
verdadeira cidade fantasma.

Conhecemos os pontos turísticos clássicos: Congresso Nacional, Igreja,
Planalto, Praça dos Três Poderes, Palácio da Alvorada, Torre da TV.

Infelizmente, como o STF só permite visitação nos domingos, ficamos
sem conhecê-lo.

Na terca-feira, mudança de planos novamente. Iríamos ficar mais um dia
na capital federal, porem pela falta de atrativos, seguimos cedo para
Caldas Novas, em Goiás. Muita estrada, fim de mundo total.
A cidade, uma “Balneário Camboriu”,  abriga a localidade de Termas do
Rio Quente, que por sua vez, tem o maior parque aquático da America
Latina, o Hot Park (Praia do cerrado dos goianos).



Nos hospedamos no Resort Golden Dolphin, com ótimas instalações.

Ademais, provamos o famoso empadao goiano da Tânia, com recheio de
frango e pequi.

Modéstia parte, acho que se a galera do guia quatro rodas provasse o
meu empadao, certamente o empadao da Tânia perderia o
posto....hehehehe


Pela manhã partimos para Bonito. 
A cidade é pequena, mas aconchegante. 
Optamos pela flutuação no Rio da Prata. A visibilidade é perfeita. 
A infraestrutura da fazenda é de primeira. 


Fizemos passeio pelo aquário municipal,