Solto cá um sincero alerta: VIAJAR DE MOTO É EXTREMAMENTE VICIANTE!
Antes de terminar a que se aproxima, já penso na seguinte!
E assim caminhamos!
Depois de cruzar e recruzar a parte CENTRO-SUL da Cordilheira dos Andes, chegou a hora de explorá-la em sua faixa NORTE, bem como todo o altiplano Argentino, Chileno e Peruano, onde ultrapassaremos facilmente os 4.000 m sobre o nível do mar.
Pois bem, desta vez vamos conhecer as ruínas de Machu Pichu (MP)!
Bom, MP será apenas o ápice, clímax da expedição, que será mais ou menos assim:
Sairemos dia 26/dez até Chapecó até a casa de nossa amiga Miriam.
Dia 27 nos encontraremos com nosso companheiro Wagner – que nos acompanhará em sua V-strom nessa aventura - em Dionísio Cerqueira,
Dias 28 e 29, adentramos em solo argentino sentido oeste e rodaremos muito, no temido e caliente “PAMPA DEL INFIERNO”. Calor extremo, animais na pista, ausência de civilização e policiais notóriamente corruptos terão de ser driblados nestes 2 dias!
Então, efetivamente começamos a desfrutar a viagem: dia 29, chegamos em SALTA, La Linda, onde passaremos o reveillon.
Dia 2/jan, deixamos Salta e rumamos a San Pedro de Atacama (SPA), no Chile.
Deveremos ficar em SPA 2 ou 3 dias, visitando os gêiseres, salares, vale da Lua e vale da Morte.
De SPA, visitaremos a maior mina a céu aberto do mundo, CHUQUICAMATA, e na seqüência, alcançamos o Pacífico no extremo norte do Chile. Estimo 2 noites na cidade de IQUIQUE.
Na seqüência, tocaremos ao LAGO TITICACA, pra conhecer o povo que mora nas ilhas flutuantes.
Dali, Cusco/Machu Pichu, com estadia estimada de 4/5 noites.
Depois de Machu Pichu, a idéia é não ter idéias/planos e ir conhecendo o que der na medida do tempo disponível.
Temos vontade de conhecer Lima, Nazca e o Vale del Colca, todos no Peru. E ainda, se tudo der 110% certo, retornar pelo Passo San Francisco.
Estimo teremos tempo hábil pra tudo isso,vejamos.!
É isso meus caros, mais uma mega-trip se aproxima, com aventura, diversões e perrengues já reservados, heheeh!
Acompanhem nossas andanças e lambanças por este meio, que será atualizado diariamente (ao menos qd houver internet disponível)!
Nossa Partida
Komares, estamos em Chapecó, na casa da nossa amiga MIriam. Fizemos excelente viagem, fora o calor, que está desumano aqui .,,. A má notícia é que nossa companheiro de viagem, que encontrar-nos-ia em Dionísio amanha (27), teve problemas com a moto e teve que suspender a trip em PONTA GROSSA! A moto dele esta falhando, e tera que ser reparada. O problema 'e q hj e sabado, amanha domingo e ainda de feriadao e final de ano... Enfim, decidimos que adentraremos na Argentina amanha mesmo, rodando ate Corrientes (aprox. 800 km). Depois o Wagner nos acha em Salta, se tudo der certo com a resoluçao do problema da Gorda dele, o que muito estimamos! Hj nao ha fotos ... No prx post, sim, se Deus permitir! Abraço a todos!
Dia 27.12.09


Amigos, hj, 27/12, rodamos, exatos 1018 km.
Fomos muitíssimo (até d+) bem tratados e recebidos por nossa amiga MIRIAM em Chapecó!
Saímos na noite do dia 26 para jantar, comemos em demasia.
Consequencia: o sono foi prejudicado; fomos dormir a meia-noite e acordamos as 530.
Mas o sono foi de má qualidade, pelo excesso de comida (deliciosa)! Culpa tua MIRIAM! Heheeh.
Enfim, as 645h deixamos Chapecó.
Rodei a 150~160 km/h e as 850 chegamos em Dionísio Cerqueira.
Levamos aprox. 1 hs pra fazer os tramites (cambio,carimbos, gasolina, etc).
Encontramos 2 (André e Cordeiro) amigos de SP e fomos no comboio deles.
Até Oberrá, onde, depois de eu derrubar a V-strom do ANDRE no chão do posto, prosseguimos e ele ficaram pra almoçar!
ANDRÉ: tua quilmes será paga em SALTA! Tens 1 caixa de crédito!
De Oberá, seguimos até POSADAS e de POSADAS a CORRIENTES!
Muito calor, estrada boa.
A gasolina ARG é uma história a parte. Tem de 86, 92 e 98 octanas.
Com a de 86, a moto ficou um doce, mais liso o motor. O consumo igual ao do BR, 15 km/l andando a 140.
O problema é q não achei mais a de 86, e com a de 92 ou de 98, o motor fica mais áspero e o consumo caiu pros 13 km/l, na mesma tocada.
Pelo menos custa aprox. 1,80 reais/l.
Wagnão, essa é pra ti: depois de POSADAS, ABASTECER EM TODO O POSTO QUE VIRES.
Tem q entrar em ITAUZANGO (179 km depois de Posadas) pra abastecer, senão fica no prego. Depois de Itauzangó, so tem mais 2 postos, bem distantes. Parar num deles e completar.
A estrada POSADAS – CORRIETES é ótima, só não tem nada, nem gasolina.
Chegamos em Corrientes às 19 hs do BR, 18 hs local.
Um calor de doer, mas todos muito receptivos e uma avalanche de “preguntas” sobre a gorda. A maior celebridade, hehehe.
Pegamos um hotel bom, por 230 pesos (ar, wireles, garagem, café, estacionamento, na praça central, aceita VISA). HOTEL SAN MARTIN, bem na praça central.
Agora comemos umas empanadas, tomeis vária QUILMES e vamos dormir.
Amanhã, 850 kms nos separam de SALTA, La Linda. 850 kms de PAMPA DEL INFIERNO, vai ser punk!
No água, no gasolina, no food, only very fucking hot-HOt-weather!
Ë isso amigos!
Até a prox.
Dia 28.12.09
Komrades:
Pensem em calor. Agora pensem numa sauna.
Agregado a isso, some um lugar úmido, horroroso, sem nenhuma (mas nenhuma mesmo) infraestrutura.
Calor extremo, feiúra pra dar e vender, civilização inexistente.
700 kms disso tudo.
Imaginem cruzar 700 km, com 48 graus ao meio-dia, À SOMBRA!
Foi punk, mas vencemos o demônio em pessoa e cruzamos, quase incólumes, o temido PAMPA DEL INFIERNO.
Como o próprio nome já o diz, não é lá um local aprazível.
Mas tudo bem, já sabíamos o q nos esperava e levamos muita aguá, frutas, etc. Comida bem leve.
Toda vez q parávamos, comíamos uma porção e muito líquido.
Só não dava pra parar muito tempo, pq o calor, bom, o calor eu nunca senti nada parecido. Desumano é o q me vez de adjetivo. Qd deu 13 hs, paramos no esfíncer anal do mundo pra “cargar combustible” ...
Vcs se lembram da propagando do cara no deserto, pára e pede: ME DÁ PASTEL SECO. Então, com certeza foi filmado ali.
Não acreditava no calor, o frentista me disse ... “hace 47 grado ahora ...”
Não pude conferir, mas acredito piamente.
Enfim, cruzei os 850 kms que separam CORRIENTES de SALTA, cravado a 140 km/h.
A gorda fez entre 11,9 ~ 13,3 km/l,variando bastante, na mesmíssima tocada (140 cravados). O q mudou, sim, foi a gasolina.
A mais fraca ( comum), é difícil de achar. Com essa (86 octanas) a moto fica mais econômica. Com as de 92 ou 98, bebe mais e a aspereza do motor aumenta legal.
Pra qm for um dia cruzar o PAMPA DEL INFIERNO, as dicas são:
-levar frutas, comidas leves pro dia todo, pois não há onde comer;
- se puder, evite passar no verão;
- sempre que vir um posto, abasteça, senão fica no prego.
Depois de quase 9 hs de “infierno”, a recompensa.
SALTA, La Linda!
Redundatemente, que cidade belíssima.!!!
Pra começar, fica a 1300m de altitude, e 15 graus mais fresca.
Qd chegamos, pensávamos que a cidade toda teria ar condicionado.
O HOSTEL foi outra pérola, e recomendo a todos:
EL CAMINO DEL HERON.
O dono é guia turístico tb, super gente boa. Ficou mais de 1 h nos explicando tudo, história de cidade, onde ir, onde dançar, onde comer, e, principalmente, onde passear de moto.
São 4 passeio de aprox. 300kms(ida e volta), dos mais diversos e lindos. Aguardem, pois faremos todos eles.
Já fomos dar um tour a pé pelo centro, cervezas locais, um sanduba ... agora a noite sairemos pra jantar y bailar.
Amanha vou trocar o pneu da gorda, vamos no museu de alta montanha e no teleférico. Nada de motocagem, q nossa bunda está quadrada, heheh.
Em breve, mais aventuras!
Grande abraço.!





Dia 29.12.09
Komrades:
Salta, La Linda, lindíssima!
Hj, depois de 3 dias consecutivos de motocagem, merecidamente, fomos passear a pé pela cidade.
Antes, apenas troquei o pneu da Gorda, e “higo” el balenceo da roda.
O susto aconteceu qd liguei a moto. Falhou muito ... fiquei preocupado.
Com muito custo, e quase que não conseguindo manter o motor ligado (parado), esquentou um pouco e foi estabilizando. Depois que “acalentou” ficou redonda como relógio suíço! Estranho, mas com certeza é em função da boa gasolina daqui.
Tudo muito barato. 25 pesos troca e o balanceamento do pneu traseiro, serviço de primeira (revendedora autorizada Bridgestone/Firestone).
Depois, fui lavar a gorda num “lavadero”, pra tirar as borboletas, centenas delas!
Bom, dali fomos até o parque onde fica o teleférico.
Fizemos um belíssimo passeio, com tempo bom, poucas nuvens. Recomendamos a quem vier a Salta, passear no teleférico.
Almoçamos, eu uma “trucha dehumada” e a Andressa um “bife de ternera”. De acompanhamentos, 1 QUILMES e 1 HEINEKEN, de litro, claro, hehehe!
A tarde, depois da merecida siesta, fizemos outro passeio imperdível: M.A.M – Museo de Alta Montanha!
Por sorte, ainda chegamos no momento exato de uma visitação guiada.
Uma aula de cultura INCA, que culmina no clímax qd se vê a múmia das crianças (são 3, mas só 1 é exposta por vez, trocando a cada 6 meses por medida de conservação. Das q estão guardadas, fotos gigantes) encontradas em 1999 no cume do Vulcão LLULLALLACO! (fala-se: jujaijaco)
Parecem que estão vivas, de tão bem preservadas, apesar de mais de 500 anos!
Outro passeio que não se deve perder qd estiverem aqui,!
Amanhã vamos fazer 1 dos 3 passeios de moto nos arredores da cidade. Como o tempo fechou (choveu muito a tarde), acho que iremos num que sobe muito, e se fica acima das nuvens, mas será decidido amanha “temprano”.
That’s all floks!
Stay tunned!
Salta, La Linda, lindíssima!
Hj, depois de 3 dias consecutivos de motocagem, merecidamente, fomos passear a pé pela cidade.
Antes, apenas troquei o pneu da Gorda, e “higo” el balenceo da roda.
O susto aconteceu qd liguei a moto. Falhou muito ... fiquei preocupado.
Com muito custo, e quase que não conseguindo manter o motor ligado (parado), esquentou um pouco e foi estabilizando. Depois que “acalentou” ficou redonda como relógio suíço! Estranho, mas com certeza é em função da boa gasolina daqui.
Tudo muito barato. 25 pesos troca e o balanceamento do pneu traseiro, serviço de primeira (revendedora autorizada Bridgestone/Firestone).
Depois, fui lavar a gorda num “lavadero”, pra tirar as borboletas, centenas delas!
Bom, dali fomos até o parque onde fica o teleférico.
Fizemos um belíssimo passeio, com tempo bom, poucas nuvens. Recomendamos a quem vier a Salta, passear no teleférico.
Almoçamos, eu uma “trucha dehumada” e a Andressa um “bife de ternera”. De acompanhamentos, 1 QUILMES e 1 HEINEKEN, de litro, claro, hehehe!
A tarde, depois da merecida siesta, fizemos outro passeio imperdível: M.A.M – Museo de Alta Montanha!
Por sorte, ainda chegamos no momento exato de uma visitação guiada.
Uma aula de cultura INCA, que culmina no clímax qd se vê a múmia das crianças (são 3, mas só 1 é exposta por vez, trocando a cada 6 meses por medida de conservação. Das q estão guardadas, fotos gigantes) encontradas em 1999 no cume do Vulcão LLULLALLACO! (fala-se: jujaijaco)
Parecem que estão vivas, de tão bem preservadas, apesar de mais de 500 anos!
Outro passeio que não se deve perder qd estiverem aqui,!
Amanhã vamos fazer 1 dos 3 passeios de moto nos arredores da cidade. Como o tempo fechou (choveu muito a tarde), acho que iremos num que sobe muito, e se fica acima das nuvens, mas será decidido amanha “temprano”.
That’s all floks!
Stay tunned!

30.12.09
SALTA - QUEBREDA DE CAFAYATE – SALTA
“Inolvidable” ...
Essa a palavra pra descrever o passeio de hoje!
Indicados pelo nosso guia Estebán, fomos conhecer a QUEBRADA DE CAFAYATE!
Antes dela, La Garganta del Diablo, El Anfiteatro, El Sapo e Los Castillos.
Todos esses, formações criadas pela erosão.
Mas voltemos ao começo.
Saímos de SALTA, com vegetação exuberante. Após nos afastarmos aprox. 80 kms da cidade, de uma hora pra outra, muda-se completamente o relevo e vegetação.
Saímos do vale e começamos subir a cordilheira.
Que sensação. Tão intensa quanto qd cruzamos o Paso Cristo Redentor.
Só que a diferença é que há várias formações muito lindas.
A mais impactante é o ANFTEATRO. Um poço gigantesco, de aprox. 200 m de altura, por uns 150 de diâmetro, com um “portal”relativamente estreito.
Vc adentra e se soltar uma agulha, o som parece que veio de um amplificador de 100000 watts.
Alguns artesão ficavam vendendo suas bugigangas, enquanto tocavam instrumentos de corda e sopro.
Que som ímpar. A acústica é idestritívelmente perfeita.
Prosseguimos, passando pela Garganta do Diabo, EL SAPO, Los castillos.
Depois chegamos à cidade de CAFAYATE. Uma cidade estilo velho oeste americano, encravada na aridez do sopé das cordilheiras, a 2300 m s.n.m.
Virou point turístico por suas bodegas e fábricas de queijo de cabra.
Visitamos uma bogega,comemos queijo. Tive que comprar um vinho branco, da uva TORRENTOS.
Não sou fã de vinho branco, mas foi muito indicado. Provei, gostei, comprei.
Depois almoçamos uma comida típica num restaurante típico chamado EL RANCHO. Bons preços, comida excelente. Pena não aceitarem cartão.
No retorno, fiz em ritmo mais lento e visitamos o DIQUE CABRA CORAL.
Fui um passeio “inolvidable”. As fotenhas falam por si.
Qto à GORDA: De início pensei que indicador de combustível tivesse dado pau!
Sempre abaixa (com a gasolina daqui) o primeiro risco entre 105~110 kms.
Hj chegou no 138 .... pensei ... algo errado. Se bem que eu estava sem os baús laterais e a velocidade máx não passou dos 100 km/h e rodei mais a 90 km/h.
Pois, o 2.o quadrado abaixava sempre ali pelos 145 kms .... e hj, só desceu com, PASMEM, 196!!!
Com 196 km, qd cruzei o CHACO, ela estava entrando na primeira reserva.
Pra grata surpresa, abasteci e a média foi de 17,3 km/l. “NUNCA NA HISTÓRIA DA GORDA, ele fez mais de 16,5 (sozinho, sem baús, andando a 90~100)!!!
Acredito que tenha sido pela escolha da gasolina intermediária e só ela, não mais a “fraca”de 86 octanas, nem a forte, de 98.
Dicas do meu amigo HERON!
É isso amigos.
Amanhã mais andanças e lambanças!
STAY TUNNED!


Salta, bairro de LA PEÑA:
O bairro de LA PEÑA é o circuito boêmio de Salta.
Além de bares e restaurantes digamos, “modernos”, possuí também restaurantes regionais que expressam o folclore e tradições do altiplano argentino.
Música regional ao vivo, comida típica e por ae vai.
Dois casais trajados tipicamente ficam “bailando” e chamando os forasteiros pra dançar com eles.
Obviamente que a Andressa se atirou, nem precisou deles virem chamar.
Eu, pra não os humilhar, preferi ficar sorvendo o meu LOMO DE LLAMA!
Claro, não podia deixar de provar esta iguaria.
Carne vermelha, mesma textura de boi, só que levemente mais macia e doce.
QUERO MAIS!







Salta – San Pedro de Atacama: 1.o de janeiro de 2010!
Impactante é a palavra de hoje.
Saímos cedinho de Salta e optamos pela RUTA 9.
Uma estrada de 4 m de largura, de mão dupla, serra e curvas, sem retas.
Quase 90 kms de curvas e paisagens lindíssimas (diques, vales, selva, animais...)
O problema eram os animais na pista, então, beeem devegar.
Depois cruzamos San Salvador de Jujuy e chegamos à QUEBRADA DE HUMAHUACA.
Adentramos no povoado de PURMAMARCA para ver o cerro das Siete Colores.
Sensacional.
Prosseguimos e logo estávamos subindo a cordilheira.
Não dá pra descrever a paisagem.
A estrada, alem de ótima, estava totalmente vazia, creio q devido ao feriado.
As fotos falarão por si.
Depois de atingir o altiplano, a mais de 4300 msnm, se avista, láaaaa ao fundo, um mar branco. SALINAS GRANDES!
Compramos uma alpaquinha de sal de regalo, fizemos um lanche e prosseguimos.
Deste ponto em diante, a Gorda deve ter perdido, tranquilamente, uns 35 cv ... não passava dos 140 km/h nem a pau. Funcionava redondinho, mas não tinha força e andei mais em 5.a do que em O/D.
Chegamos em SUSQUES com apenas 2 litros no tanque.
Muitos, muitos brasileiros na estrada. De carro, de moto, de motorhome.
Mais 130 kms e chegamos ao PASSO DE JAMA. Agora com um posto novinho, banheiros limpíssimos e uma boa cafeteria.
Tomei um baita espresso, pois estava frio.
Fizemos os tramites na aduana em aprox. 30 min e seguimos.
Do PASSO pra frente, a paisagem, que já era lindíssima, fica surreal.
Não parece que estamos na Terra. Vejam as fotos.
E não foi só a gorda qm sofreu, nós 2 sentimos muito a falta de ar ...
A estrada chega a mais de 4500 msnm e qd faltam uns 35 kms pra San Pedro de Atacama, tem uma descida direta até a entrada da cidade. Em pouco mais de 30 kms, saímos de 4500 pra 2100 msnm.
Os pulmões agredecem e a mudança na gorda foi imediata.
Chegamos a SPA, fizemos os tramites na aduana Chilena e fomos pro Hostel.
Trocamos um dinheiro, já compramos os pacotes de passeios locais e agora vamos descansar!
Pirem nas imagens!
É isso amigos!
Abraço a todos.!



















SAN PEDRO DE ATACAMA, 2 DE JANEIRO DE 2010.
Amigos, hj pegamos o dia pra fazer a visitação guiada no museu, a ql foi uma aula nota 10 sobre o povo atacamenho e Tiwanaku.
Depois, umas voltas pra Andressa ver suas “artesanias”.
A tarde, o gran momento do dia, visitação aos vales da lua e da morte ...
A única coisa q se pode dizer é q não parece o planeta Terra.
O sol é fortíssimo, extremo. As formações, superlativamente abstratas.
Ao crepúsculo, observamos o por do sol no vale de la sal e depois a “mudança” de cor da cordilheira dos andes.
Amanha, as 4 da matina, vamos conhecer os Gêiseres del Tatio....
STAY TUNNED!











San Pedro de Atacama, 3 de janeiro de 2010.
Ufa, finalmente tive um tempinho no note para blogar. O David gostou tanto da idéia, que enquanto limpo os equipamentos, arrumo a bagagem, lavo nossas roupas, ele fica se divertindo contando nossa viagem, assim perdi minha passatempo predileto. hehe
Hoje acordamos as três e meia da manha. A van da empresa de turismo Atacama Connection, que recomendo, veio nos buscar no hotel as quatro horas.
Saímos em direção ao Geysers El Tatio, que fica há 90 km de distancia de SPA. Quando chegamos no campo geotérmico a temperatura estava em torno de -10ºC. É muito frio.
No lugar, a água em forma de vapor sai para superfície através de fisuras da crosta terrestre. Os fluxos de água atingem 10 metros de altura, alcançando uma temperatura de 85ºC. É lindo.
Depois, tomamos café da manha preparado pela empresa e, em seguida, seguimos para as termas de Puritama. São piscinas naturais com temperatura de 35ºC que contrastam com a temperatura externa, que estava em torno de -10ºC. Não me arrisquei em tomar banho, contentei-me em molhar os pés. Fiquei imaginando como seria sair daquela água quente e recolocar a roupa no frio. Contudo, adeptos da idéia não faltaram...
Continuando o passeio, visitamos o povoado de Machuca, que se resume ao expressivo numero de cinco habitantes. Uma aldeia que vive isolada do mundo. Vendem churrasquinho de lhama e pastel de queijo de cabra aos turistas. Provamos e adoramos.
Concluímos o passeio por volta da uma da tarde.
De volta ao hostel, nos deparamos com motociclistas brasileiros. Simpáticos aventureiros de João Pessoa e, ainda, nosso amigo Wagnao, que por problemas na motocicleta, acabamos não nos encontrando em Dionísio Cerqueira como combinado.
Não poderia deixar de recomendar aos que visitarem a cidade de SPA, um maravilhoso pastel de forno que comemos hoje a tarde, numa galeria de artesanato, na rua Caracoles, n.317.
Ah, nao posso deixar de contar que ontem encontramos os colegas de SP, um deles, Andre, dono da moto derrubada pelo David. Eles pararam aqui em SPA para almocar. Quando nos viram, disseram em voz alta: 'Pelo amor de Deus, nao se aproxime da moto Lamarca (nick do David no clube xt)'. Rimos muito, mas acho que o Andre ainda sente um frio na barriga quando vë o estabanado...hehehe
Amanha partiremos em direção a Uquique, mas pretendemos passar em Chuquicamata, onde esta uma das maiores extratoras de cobre do mundo.
Até...
Geyser permanente
Este geyser funcionava a cada dois minutos

Povoado com cinco pessoas - Machuca
Churrasco de lhama
Os que se arriscaram
Eu bem animada as seis da manha na terma de Puritama hehe
SAN PEDRO DE ATACAMA – TOCOPILLA – IQUIQUE, 4/1/10.
Komrades:
A palavra do dia de ontem foi SUPERLATIVO.
Deixamos SPA em compania de Aldo e Ilíria, um casal de argentino simpaticíssimos que conhecemos e que viajam em uma HONDA AFRICA TWIN 750.
Logo na saída de SPA em direção a CALAMA, se passa novamente pelo VALE DA LUA. E da-lhe fotos.
Como tínhamos apenas 500 kms pra viajar, fomos bemmmm na manha, “sacando fotos” de tudo.
Já estávamos acostumados com o deserto, retas infinitas de areia e aridez. Paradas regulares pra tomar água.
Entramos em CALAMA pra abastecer e tocamos. 15 kms depois, fotinhos em CHUQUICAMATA, a maior mina de cobre do mundo.
Nos aproximamos na hora do almoço a TOCOPILLA.
Uns 50 kms antes, a paisagem começa a mudar. Subimos uma morreba forte e depois, nega descida direto ao mar.
SUPERLATIVO é o encontro, o mix, a união e interação que ocorre qd se atinge a costa do PACIFICO. Cordilheira, ATACAMA e Pacífico, tudo junto, numa faixa estreitíssima de terra.
Coisa linda.
Vc vai correndo a costa por entre montanhas altíssimas e em pleno deserto. Só que o mar está ali do lado. Lindíssimo. Vejam as fotos e pirem.
Em TOCOPILLA, comemos sopa de marisco com Reineta à milanesa. Esse peixe que tem o nome do DB é muito gostoso.
De TOCOPILLA até IQUIQUE são 240 kms de uma viagem de moto tb superlativa. É um sobe e desce de montanha, com o mar a esquerda e o deserto por tudo. E o deserto não se refere apenas ao relevo não, são 240kms sem nenhum posto, nada. Ademais, não há uma graminha sequer, tamanha a aridez, e ao mesmo tempo o oceano, lindo, está ali do teu lado. Muitíssimo distinto do Brasil.
Eu e o Aldo trocamos de moto. Pilotei a HONDA AFRICA TWIN 750. Excelente moto, motor forte e elástico.
Andamos sempre ali entre 110~120. A gorda fez 16,5 km/l e a AFRICA ficava ali pelas 18 km/l.
IQUIQUE é uma cidade lindíssima, carrões, palmeiras, edifícios altíssimos. Fica encravada entre o oceano e a montanha e é chamada a MIAMI do Chile.Com razão.
Como estava muito cedo ainda, fomos pro shopping, liguei meu note, buscamos tel. De hotéis. Depois a Ilíria e a Andressa foram ligando ... conseguimos um hostel meia-boca, pois é alta temporada.
Os melhores localizados estão cheios e os hotéis estão caríssimos.
Acabamos pegando um ruim só pra uma noite.
Qd saímos a pé pra jantar, encontramos outro hostel, super bacana, a 2 quadras do mar.
Já pagamos e cedo nos realojamos.
IQUIQUE, além da praia bonita, tem uma ZONA FRANCA. Importados com bons preços.
Vamos tomar café e depois fazer umas comprinhas. Quero um relógio e uma nova máquina fotográfica.
Depois as meninas querem pegar “una playa” e serão atendidas.
É isso Komrades.
STAY TUNNED!


















Iquique – Chile, 5 de janeiro de 2009.
Na noite passada, fomos a um restaurante de frutos do mar. Provamos empanadas de diversos tipos de mariscos. Aprovadissimas.
A cidade de Iquique é muito bonita. Bela praia que encanta aos chilenos por sua água "caliente" (quente para eles... a agua è muito gelada, náo tem como ficar por mais de cinco minutos na agua, heheh).
Pela manha fomos a Zona Franca de Iquique. Tem muitos eletronicos e equipamentos para motos e carros.
No período da tarde, fomos äpraia na companhia de nossos companheiros de viagem, Aldo e Iliria. Agora entendo o porque da felicidade dos chilenos quando visitam as praias brasileiras. O conceito de praia com águas calientes esta distante do nosso. Entramos na água e tomamos banho, contudo o frio é de congelar. Quando o sol se poe, as pessoas imediatamente colocam uma blusa de moleton, tamanho o frio que comeca a fazer...Alèm disso, è proibido consumir cerveja ao ar livre, fomos alertados que beber na rua, inclusive na praia, è passivel de prisao em flagrante.
Contudo, come-se muito na praia. Aproveitamos para provar quitutes que nao tem no Brasil, como corbata (espécie de cavaquinho com caramelo de açúcar) e cuchifli.
Náo posso deixar de recomendar o hostel Casa Verde, boa habitacao por 50 dolàres.
Ä noite, com a chegada do nosso amigo Wagner (aquele que iria conosco a partir de Dionisio Cerqueira), passamos a decidir o roteiro do dia seguinte.
IQUIQUE – MOQUEGUA, 6 DE JANEIRO DE 2010.
Deixamos Iquique “temprano”, pois a idéia seria atingir AREQUIPA, no Peru.
A distância era bem plausível (aprox 700), mas já cientes da famosa fronteira Chile-Peru pra administrar.
Entre Iquique e Arica, foram 300 kms de nada.
Imediatamente ao deixar a cidade, subimos novamente a cordilheira e rodamos no planalto do Atacama. Areia, areia e muita areia, cortada por uma excelente estrada, mas com infraestrutura ZERO. Não há um posto sequer em 300 kms.
A viagem até que é bem bacana, pois atravessamos alguns vales gigantescos, sobe e desce, anda no planalto; sobe e desce, anda no planalto.
Verde somente se houver algo pintado. Céu azul e relevo amarelo.
Fomos no sapatinho pra economizar castrol, e ali pelas 11 hs local, chegamos a Arequipa.
Comemos um lanche, e fomos pra Aduana de saída do Chile. Perdemos 1h e 20 min pra fazer o check out. Ao menos, na fila, rimos muito, mas de chorar mesmo, com a lista de proibições de entrada de produtos no Chile: Camisetas do IRON MAIDEN, tampouco a do MEGADEATH, nada de Homer Simpson, Kung Fu Panda então, nem pensar, dentre muito outros, ehhehhe
O pior estava por vir. Foram mais 2 h 40 min pra resolver os tramites de entrada no Peru, mas ainda tivemos “sorte”, já que alguns motociclistas brasileiros chegaram ali as 8 da manha e só saíram as 5 da tarde ....
Tudo ok, fomos até TACNA, tiramos fotos, abastecemos e fizemos uma reunião ... decidmos que AREQUIPA seria utopia e decidimos ir até MOQUEGUA, 150 kms a frente.
O trecho foi ótimo, a cidade é legal, pegamos excelente hotel com diária de 40 reais, Hotel Alameda.
Jantamos CEVICHE, que delícia, regadas a cerveja UQUIQUNA, muito boa.
Amanha vamos até Arequipa e depois Cusco.
Stay Tunned!









cerveja peruana



Hoje partimos de Monquegua sem pressa. Depois de visitarmos a Igreja Matriz, abastecemos e seguimos para Arequipa. A distancia é pequena, apenas 217 km. A estrada é otima, com muitas curvas e com postos de combustível.
O tamanho da cidade de Arequipa nos surpreendeu. É muito grande.
Após almoco na praca de Armas, num restaurante no terraco de um predio historico (tipico programa pega-turista, pouca comida, custando muitos solis), eu e Iliria fomos tentar comprar o pacote para Machu Picchu e os rapazes foram trocar o óleo da moto.
Como já haviam nos alertado, deve-se tomar cuidado com os peruanos. Eles fazem o orcamento por um preco e apos fazerem o servico cobram valores superiores. Isso aconteceu na mecanica e na lavanderia. Lamentavel.
No mais, Arequipa apesar de grande, com inumeros taxis buzinando ao mesmo tempo, encanta pelos edificios antigos e bem cuidados.
Amanha seguiremos para Cuzco. Estimamos dez horas de viagem, com uma diferenca de dois mil e quinhentos metros de altitude. Haja folha de coca...hehehe...
MOQUEGUA – AREQUIPA – JULIACA – CUSCO (7, 8, 9 de janeiro)
Amigos, a viagem está cada dia melhor.
O grupo é fantástico, as risadas infindáveis e a harmonia ímpar.
Deixamos MOQUEGUA e atingimos AREQUIPA.
Estrada excelente, um pouco de transito, mas pura serra. Mas não serrinha do Rio do Rastro, serrao de 4500 msnm!
Falta ar, mas sobra motivação, as paisagens são indescritíveis.
Dormimos em Arequipa num hotel bom, bem perto da Plaza de Armas.
Comemos mais lhama, com muitos pisco souers.
Trocamos o óleo das motos.
Ontem (8), deixamos Arequipa. Rota lindíssima, muito fria e falta ar, devido a altitude extrema. Atingimos novamente 5000 msnm!
Tivemos q parar 2 vezes pra reforçar as roupas, pois chegamos a pegar -2. graus, em pleno verão.
Chegamos em Juliaca ... PQP, que cidade asquerosa.
Acabamos comendo num fast food local ... adivinhem: Pollo frito com papas.
Abastecemos e seguimos. A partir de JULIACA a paisagem muda totalmente. Deixa-se o semi-árido e vai ficando mais verde, mais vida, mais animais, mais povoados.
Acabamos chegando em Cusco já de noite, mas tudo ok.
Conseguimos uma pousada fantástica, por preço excelente.
Agora estamos fechando os passeios com o guia ... Machu Pichu, Vale Sagrado, etc.
É isso amigos!













CUSCO – OLLAYTAYTAMBO – AGUAS CALIENTES – MACHU PICHU (10,11 DE JANEIRO)
Komrades:
Objective Completed, missão cumprida!
Fomos à Machu Pichu. Simplesmente animal!
Antes disso, demos um city tour em Cusco, conhecendo as diversas construções incas nos arredores da cidade.
Impressiona a capacidade deles (incas) de construir com pedras que vinham de longe (aprox. 40 kms) e tb a habilidade perfeita de encaixe das pedras!
Numa das fotos, vê-se a famosa pedras dos 11 ângulos. O encaixe é tão sublimemente perfeito, q não passa uma folha de papel entre elas. DETALHE: Não há argamassa, é pedra sobre pedra e ponto final.
Visitamos Swaqsaygama, Qouriqhancha e outras construções.
Tudo com a guia, que nos ia dando os detalhes, que por sua vez, deixavam as atrações muito mais ricas e inquietantes.
No dia seguinte, deixamos CUSCO e fomos (de excursão) visitar o vale Sagrado, cidade de PISAC, a cerca de 70 kms de Cusco.
Outras maravilhas da cultura inca, e tb maravilhas contemporâneas, pois tivemos contato direto com o povo, comida, e hábitos do interior peruano.
A tarde visitamos Ollaytaytambo, que tb são construções dos incas, mas cada uma dessas, teve uma finalidade e peculiaridades próprias.
Dali, pegamos o trem para Águas Calientes (Machu Pichu)..
1 h 40 min de viagem, super bacana.
O ruim é q os preços são realmente extorsivos.
Pra nós brasileiros, ainda fica relativamente barato, mas se comparamos os preços com os cobrados nos locais não turísticos, vê-se a exploração. Um exemplo. Uma cerveja long neck, nas ruas de CUSCO custa aprox. 4 soles. Em Águas Calientes, de 7 a 10 soles. E dae por diante.
Fomos comer e dormir. Acordamos cedo, pegamos o latão e chegamos a Machu Pichu.
De início havia muuitaaaa neblina e ficamos um pouco tristes, mas logo depois, dissipou-se e até um solzinho apareceu!
SUCESSO!
Fotos, fotos e fotos.
Ao par disso tudo, deslumbramento.
Não dá pra acreditar no que se vê e no que se ouve.
Esses incas eram do Kcete mesmo.
Além disso, o local é de uma beleza sem par e tem uma energia excelente.
O único ponto a desfavor é que são muitas “gentes” demais da conta.
É o que classifico de “turismo de boiada”.
É gente pra dar em rodo. Pra sacar uma foto, é um parto.
Tem congestionamento de gente. E gente e gente. De todos os cantos do mundo.
Bom, é o preço q se paga por desfrutar de uma das 7 maravilhas do mundo.
Mas isso, nem de longe, ofusca a indelével sensação de sorver Machu Pichu.
É isso amigos e pais. Um breve relato.
Amanha deixamos Cusco e vamos pra Puno (Lago Titicaca), se o tempo permitir, pois chove muito agora a noite.!
Um abraço a todos!
CUSCO (Qosqo) – PUNO – COPACABANA – La Paz – Cochabamba – Santa Cruz de La Sierra – São José do Chiquito – Corumbá – Campo Grande – Foz do Iguaçu – Laguna (17-23/jan/2010)
Deixamos Qosqo (escrita em Qéchua) bem cedo e rumamos para a Bolívia, na cidadezinha de Copacabana, que margeia o Lago Titicaca.
Voltamos no rastro novamente até Juliaca e dali pra frente, caminho novo até Copacabana. Comemos mais uma trucha em Puno e mais alguns quilômetros, chegamos à fronteira.
Tivemos problemas na aduana Boliviana.
Primeiro pq o Wagnão conseguiu a façanha de se perder de nós quatro no trevo de acesso à Copacabana. Esperamos mais de meia hora e nada.
Resolvemos prosseguir, pois a noite se aproximava.
Pra sair do Peru, fácil. Tramites mu-mu.
O difícil foi adentrar na Bolívia.
A aduana estava fechada. Aquela má-vontade de prenuncio de extorsão.
Dito e feito.
Nos cobraram 10 bolivianos pra poder carimbar.
O pior estava por vir. O Wagnao, perdido, chegou já bemmm depois e dae teve q pagar mais ainda. 90 bolivianos.
Foi bem estressante, pois os caras meteram pilha de que prenderiam a moto do Wagnao, q estava irregular na entrada da Bolívia ... mas tudo se resolve com suborninho.
Mas no frigir dos ovos deu tudo certo. Andamos mais 8 kms e chegamos ao centro de Copacabana. Nos hospedamos e fomos jantar. Pra variar, trucha com cervejas, bom restaurante, preços ótimos pra nós brasileiros.
No dia seguinte, fizemos um passeio de catamarã-tabajara até a Ilha do Sol.
Belo passeio. O Lago Titicaca é muito bonito e a Ilha do Sol, mais ainda.
Retornamos pra Copacabana, almoçamos (trucha pra variar) e tocamos rumo La Paz. De Copacabana até a capital, são apenas uns 130 kms. Mas 130 kms de pura beleza. Serras, curvas, visual privilegiado do Titicaca e balsa.
Antes, dei uma voltinha de GS 1200 do Luiz, um argentino boa gente que nos acompanhou entre Cusco e La Paz.
Pra deixar o Lago, faz-se uma travessia numa balsa caindo aos pedaços. Mas faz parte do “pacote”. Diversão garantida.
Chegamos a La Paz logo depois. Paisagem alucinante, com cumes nevados ao se se aproximar da cidade.
Pegamos bom hotel e fomos jantar.
No jantar, tivemos um papo sério. Contabilizamos os dias ainda disponíveis, o perrengue que teríamos até o Brasil.
Concluímos que teríamos que deixar La Paz no dia seguinte e prosseguir viajando. Teríamos pela frente Cochabamba, Sta. Cruz de La Sierra, trem da morte e mais uns 2300 kms a partir de Corumbá.
No café da manha, um momento de certa tristeza.
Aldo e Iliria, que viajavam conosco a mais de 15 dias, desde San Pedro de Atacama, retornaram pra Salta via Potosi, juntamente com o Luiz, conforme havíamos decidido no jantar da noite anterior.
Eu + Andressa e Wagnão, prosseguiríamos rumo Cochabamba – Sta. Cruz de la Sierra.
Nos despedimos com aquela dorzinha, nos desejamos boa viagem e cada um seguiu seu destino.
Saímos de La Paz pouco antes do almoço. 450 kms nos separavam de Cochabamba.
Só não nos avisaram que desses 450km, uns 180 kms seriam de uma serra travadíssima, com temperatura batendo os -5 graus. Chuva de granizo, muitos caminhões, curvas perigosas. Ao menos o asfalto era bom.
Concluímos a viagem cansados do frio, mas chegamos em Cochabamba são e salvos.
A cidade, uma grata surpresa. Super bonita, praças lindas, limpa e povo bem simpático.
Comemos uma excelente pizza e no dia seguinte, zarpamos cedo sentido Santa Cruz de La Sierra. Cedo pq embora a distancia fosse pouca, outros 400 e poucos kms, sabíamos que teríamos mais serra e tb pq queríamos chegar cedo pra acertar os esquemas do trem da morte.
A serra entre Cochabamba e Sta. Cruz foi punk. Chovia, a cada 5 kms de asfalto, um trecho de 500 ~ 800 m de lama, com o precipício logo ali em baixo. Selva pura. Puríssima selva, por todos os lados.
E foram 140 kms assim. Super desgastante, já que o trânsito era pesado pracas, caminhões, ônibus, muitos carros.
Ao vencermos a serra, calor praças, selva e nada de gasolina.
Depois de muito custo, achamos um posto. Abastecemos, enchemos mais umas garrafas e teríamos castrol suficiente pra chegar em Sta. Cruz.
Chegamos aprox. as 4 da tarde e nem fomos buscar hotel. Fomos direto pra estação de trem, ver como se faziam os tramites e tal.
O trem de carga sairia no dia seguinte (sábado), ao meio-dia. Teríamos e trazer as motos até as 8 da manha, pra carregá-las. O próximo, só na segunda. Totalmente fora do nosso cronograma. Teríamos que carregar as motos no sábado, inexoravelmente.
Um suposto “guia”nos ajudou nos tramites burocráticos. Tem que pegar uma autorização com a polícia. Mais um pouco de stress, e mais 30 bolivianos/moto pro bolso dos policiais.
No dia seguinte, eu e Wagnão deixamos o hotel as 7 da matina e fomos lá pra botar a moto no trem.
Qd chegamos no setor de carga, o encarregado nos disse q só colocaria as motos no trem se fizéssemos uma caixa de madeira pra cada uma.
Ficamos ali discutindo, mas o cara foi irredutível. Dizia que a empresa de trem foi acionada judicialmente por prejuízos em motos que foram transportadas e só com a tal caixa.
Enfim, bateu o desespero, pois a volta que teríamos que dar seria de quase 2,5 k kms e não teríamos tempo hábil. Teríamos q ir de Sta. Cruz até Salta, de Salta cruzar o Chaco de novo. Seria a última opção ....
Até q caiu do céu um brasileiro, xará meu (David), que escutou nossas lamúrias. Ele mora na Bolívia há vários anos e disse pra fretarmos um caminhãozinho ou caminhonete.
Ligou pra um, pra outro, e fretamos um caminhãozinho Toyota, bem novinho, por 260 dólares. Levar-nos-ia até a primeira cidade após recomeçar o asfalto.
Ao meio-dia, deixamos Sta. Cruz.
O trecho de Sta. Cruz até Corumbá são de aprox. 850 kms.
Destes 850, há uns 180 de estrada de chão, muito ruim mesmo. O resto é asfalto.
Levamos 8 hs pra vencer estes 180 kms de lama. Estrada no meio da selva, com muita água e lama. O caminhão andava apenas em 1.a ou 2.a marcha.
Chagamos mais de 9 hs da noite na cidadezinha de São José do Chiquito.
Parecia cidade de velho oeste. Conseguimos um hotelzinho 1/3 de boca na praça central.
Tomamos banho, comemos um saduba com cervas e nos preparamos pra acordar cedo no dia seguinte.
Assim fizemos. O problema era que como colocaríamos as motos no trem, deixamos ambas com menos de 3 litros no tanque. No domingo, em São José do Chiquito, não havia gasolina.
Só viria na 2.a feira final do dia. E não era certo.
Até q nos falaram de um senhor que vendia castrol em sua casa.
Achamos a casa. A gasolina dele parecia água. Sem cor, sem cheiro.
Mas era o q tínhamos.
Completamos os tanques, uns galões e garrafas e saímos daquele buraco.
Uns 180 kms adiante, cidade de ROBORÉ, encontramos uma (1) bomba com gasolina. Fila imensa. Sol medonho. Não tive dúvidas, conversei com o frentista e mais alguns motoristas da fila que gentilmente nos cederam a vez. Os outros, lá de traz, chiaram. BUZINAÇO, eheheh.
Tomamos suco, comemos empanadas e prosseguimos. Ainda faltavam uns 300 kms pra fronteira.
Dali pra frente o único problema foi o calor, e as borboletas que chacinamos, mas isso é fácil.
Chegamos em Corumbá as 2 da tarde. No primeiro posto, já lavamos as motos com diesel e tiramos uns 80% da sujeira (as motos estavam horríveis de sujas).
Nos hospedamos e fomos comer um pintado. Uma delícia.
Depois fomos dar uma volta a pé na cidade. Ensaios pro carnaval. Bela cidade Corumbá.
Na segunda, acordamos em horário normal, sem madrugar. Tomamos excelente café e rumamos sentido Campo Grande.
Paisagem lindíssima, cruzando o pantanal.
Mais fotos. Calor forte.
Chegamos em Campo Grande cedo. Eu e a Andressa fomos atrás de hotel. Wagnao foi à caça de uma autorizada pra arrumar o retrovisor, que estava frouxo.
Nos encontramos no hotel e saímos pra comer “costela de pacu frita”com cerva.
Era o último dia de viagem juntos. Dali eu iria rumo Foz e o Wagnao rumo SP.
Bateu de vo aquela tristeza ... é ruim deixar os amigos depois de tantos momentos partilhados. Mas assim é a vida.
Acordamos bem cedo e saímos da capital rumo Foz.
Viagem tranqüila, sem incidentes.
Nos hospedamos, jantamos e nos preparamos pra compras em Ciudad del Leste no dia seguinte.
Compramos nossas bugigangas pela manhã, almoçamos e fomos fazer o passeio técnico-científico em Itaipu.
Que passeio. Aconselho a todos que forem a Foz. Muito, muito bacana e coisa de primeiríssimo mundo. Organização nota 1000!
Qd terminamos a visitação à usina, ainda restava uma hora de sol e resolvi não desperdiçar. Fomos conhecer o marco da tríplice fronteira. Foi uma boa pedida. Local bonito.
Ali encerrava nossa viagem. Eu e a minha amada esposa refletimos sobre a mega aventura que acabávamos de realizar e partilhar. Da diversidade de locais que conhecemos, das belezas e agruras que passamos, dos risos que desfrutamos, dos amigos que fizemos.
Saldo final: A viagem foi nota 10000000. Em termos de beleza e facilidade, foi bem mais legal do que a trip pra Ushuaia (não que esta tenha sido ruim, é que foi muito mais rodada e menos desfrutada).
E, obviamente, já traçamos qual será a próxima aventura. Porque a vida tem que ser feita de objetivos e sonhos. E já temos o nosso próximo alvo. Em médio prazo, se o Onipotente permitir, realizaremos mais uma aventura por terras nunca dantes navegadas, digo, motocicletadas!
É isso amigos, pais e irmãos!
Agradecemos a paciência de nos acompanharem, as orações pelo nosso bem estar e a confiança depositada!
Até breve!Com a graça de Deus!


















CopacabanaLago Titicaca
Chapada Bolivia / Brasil
Corumba




Créditos...
Solicitaram-nos, por email, dicas sobre a bagagem.
Nesta viagem, passamos muito calor – Pampa Del Inferno, com temperatura média de 40° C, mas também muito frio - na Bolívia – de La Paz até Santa Cruz atingimos a maior altitude da viagem 5.013 mts e a temperatura foi de menos 5°C . Por isso, é essencial levar roupas adequadas para a diversidade de climas.
Desta vez, pensando nas comprinhas, reduzi muito a bagagem (hehehe). Ainda assim, em algumas ocasiões não foi fácil fechar os baús.
Segue nossa bagagem:
| David | Andressa |
| 2 camisetas dry fit para pilotar | 2 camisetas dry fit para “encardir” ... |
| 1 calça jeans | 1 calça jeans |
| 3 camisetas para passeio | 6 blusas passeio, sendo duas c manga longa |
| 1 jaqueta leve | 1 blusa de lã + pijama |
| 3 bermudas | 2 bermudas + 1 vestido |
| Tênis + chinelo | Tênis + sandália + chinelo |
| Blusa segunda pele | Blusa e calça segunda pele |
| Boné + protetor de pescoço | Boné + protetor de pescoço |
Recomendo levar:
- capas de chuvas fininhas para os passeios,
- sabão em pó,
- detergente para lavar as viseiras (tem muito inseto na estrada e na Bolívia, por exemplo, não usam detergente nem para lavar louça),
- uma toalha de banho,
- medicamentos (recomendo levar um antibiótico 500 mg, na viagem para o Ushuaia tive sinusite e não consegui comprar nenhum medicamento sem receituário médico),
- protetor solar
- repelente
- uma mochila para realizar os passeios


































































